"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68



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Quarta-feira da 32ª semana do Tempo Comum
Comentário do dia
Vida de S├úo Francisco de Assis, chamada ┬źColect├ónea de Perugia┬╗ (c. 1311)
┬ž43

┬źDar gl├│ria a Deus┬╗

Dois anos antes da sua morte, o bem-aventurado Francisco estava j├í muito doente, sofrendo┬áespecialmente dos olhos. [...] Esteve mais de cinquenta dias sem poder suportar a luz do sol durante o dia, nem a claridade do lume durante a noite. Permanecia na obscuridade dentro de casa, na sua cela. [...] Certa noite, refletindo acerca das tribula├ž├Áes que sofria, teve pena de si mesmo e disse: ┬źSenhor, socorre-me nas minhas enfermidades, para que eu tenha for├ža para suport├í-las com paci├¬ncia!┬╗ E, de repente, ouviu em esp├şrito uma voz: ┬źDiz-me, irm├úo: se, como compensa├ž├úo dos teus sofrimentos e tribula├ž├Áes, te dessem um tesouro imenso e precioso, [...] n├úo te alegrarias? [...] Compraz-te e vive na alegria, no meio das tuas enfermidades e tribula├ž├Áes: a partir de agora, vive em paz como se participasses j├í do meu Reino┬╗.

No dia seguinte, disse aos seus companheiros [...]: ┬źDeus deu-me uma tal gra├ža e b├¬n├ž├úo que, na sua miseric├│rdia, Se dignou assegurar-me, a mim, seu indigno servo que ainda vivo aqui em baixo, que participarei do seu Reino. Assim, para sua gl├│ria, para minha consola├ž├úo e edifica├ž├úo do pr├│ximo, quero compor um novo louvor ao Senhor pelas suas criaturas. Todos os dias estas atendem ├ás nossas necessidades, sem elas n├úo poder├şamos viver, e por elas o g├ęnero humano ofende muito o Criador. E todos os dias n├│s ignoramos t├úo grande bem, n├úo louvando como dever├şamos o Criador e dispensador de todos este dons┬╗. [...]

A esse louvor ao Senhor, que come├ža por: ┬źAlt├şssimo, omnipotente e bom Senhor┬╗, chamou-lhe C├óntico do irm├úo Sol. Com efeito, essa ├ę a mais bela das criaturas, que podemos, mais que qualquer outra, comparar a Deus. E ele dizia: ┬źAo nascer do Sol, todo o homem deveria louvar a Deus por ter criado esse astro que durante o dia d├í aos olhos a sua luz; ├á tardinha, quando cai a noite, todo o homem deveria louvar a Deus por esta outra criatura, o nosso irm├úo fogo, que, nas trevas, permite que os┬ánossos olhos vejam claro. Somos todos como cegos, e ├ę por estas duas criaturas que Deus nos d├í a luz. Por isso, por estas criaturas e pelas outras que nos servem diariamente, devemos louvar muito particularmente o seu glorioso Criador┬╗.

Ele pr├│prio o fazia de todo o cora├ž├úo, estivesse doente ou s├úo, e incitava os outros a cantarem a gl├│ria do Senhor. J├í doente, entoava muitas vezes este c├óntico e pedia aos seus companheiros que o prosseguissem; esquecia, deste modo, considerando a gl├│ria do Senhor, a viol├¬ncia das suas dores e dos seus males. Procedeu assim at├ę ao dia da sua morte.



 
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